um beijo para gabriela

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Da Boca do Lixo a Gabriela

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[Repostando a materia original escrita pelo Flavio Lenz, e publicado no Beijo da Rua: http://www.beijodarua.com.br/materia.asp?edicao=28&coluna=6&reportagem=919&num=1]

Boca do Lixo

Flavio Lenz

30/10/2013

Foi calorosa, potente e pública a homenagem de sábado (26/10) a Gabriela Leite, em São Paulo, cidade onde nasceu e iniciou história de amor e coragem. Atores e atrizes do Pessoal do Faroeste, liderados por Paulo Faria, amigos, admiradores (entre eles Laerte), parentes e outros seres em variados figurinos inclusive de puta demos largada já na Rua do Triunfo, em direção ao Parque da Luz. Era manhã solar em vias de Boca do Lixo.

A Mulher do Megafone, Fabi Faleiros, em êxtase oral vaginal anal, cantava putas paradas, convocava mulheres e homens perdidos e achados a honrar uma, cada uma e todas as prostitutas. Houve paradas estratégicas, como nas placas de proibido afixadas em postes, ponto perfeito para os apropriandos em vaivém de uma e única Bortolanza. Vai

A cruzada pela Estação da Luz foi delícia pura, quase-gozo, fazendo tremer vulvas e escrotos. Quando o parque começou a se abrir como insensata rosa a falar continuava tão bom, mas tão bom, que mantivemos a alta intensidade para o que sinuava. Ao atravessar os portões, proximamos o Buraco da Luz para trotuá-lo, em primeira. O mirante que lá existia foi detonado por incerto prefeito quando mirou sua mulher com homem, como era tradição no local, a partir daí ocupado só por profissionais e seus clientes pagadores.

E então, depois de superar aflições e prisões de liberdade em que vivem seguranças, nos unimos entorno, numa ciranda de amor que não se acaba. Entre frequentadores e prostitutas do parque, assistimos com emoções palavras, textos, leituras, cenas, desejos, cantos e beijos: comemoração de uma vida dedicada a seduzir quem lhe passasse perto ou longe para o direito de escolher, ser livre, respeitada e não ter vergonha de si; por estarmos para sempre afetados pela nova forma de pensar, viver e amar rastilhada pela apaixonante e apaixonada Gabi. Mulher. Da vida. Da vida! Entende?

E da rodinha discreta de suas meninas brotavam doses de energia, em olhares daspu.

Volteamos então pelas ruas de Luxo da Boca, na infinda ronda a te procurar. Grupo inesperado transgredindo tantos uns e outros, convidados a narrar seu papel, como ela que se construiu a nós.

Na chegada ao teatro, falseamos de verdade a marchinha carioca, em oferta a quem viveu a metade justa da vida na cidade que escolheu.

Mulata bossa nova
Caiu no Hully Gully
E só dá ela.
Ê! Ê! Ê! Ê! Ê! Ê! Ê! Ê!
A Gabriela

É ILEGAL SER NORMAL

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Repostamos aqui a nota maravilhosa e comovente da ANTRA. 

NOTA DE PESAR DA ANTRA PELO FALECIMENTO DA ATIVISTA GABRIELA LEITE

A Associação Nacional de Travestis e Transexuais ANTRA, vem a público se
solidarizar a família enlutada e prestar o pesar pelo passamento da
querida ativista Gabriela Leite.

Falar de Gabriela é sempre lembrar os seus questionamentos sempre
contundentes e seguros defendendo as suas causas, bandeiras e
ideologias, assumir-se PUTA como ela gostava de dizer era o máximo da
quebra de padrões morais tão constituídos nos nossos meios.

Gabriela foi uma das pessoas que mais dedicou a sua vida para escancarar
que ser Puta não era sinônimo de desprezo, mas sim um modo de vida e
comportamento para ter a sua autoestima mais elevada, pois sendo Puta
você estava sendo desejadas pelos homens e além de tudo eles ainda
pagavam.

Trabalhou e muito para colocar as PUTAS no convívio social, mas nunca
condicionou o trabalho das mesmas a condição de deixar de fazer o que
queriam, pelo contrário ensinava sempre o lado positivo da vida.

Gabriela nos ensinou muito do que sabemos hoje, foi ela quem nos idos
dos anos 90 incentivou que nós assumíssemos a identidade travestí como
forma de desestigmatizar essa palavra, que nós podemos ser o que
quisermos e onde quisermos.

Foi uma passagem muito importante nesse plano e, vai deixar frutos que
levarão a sua mensagem e as suas ações para um futuro, um futuro onde a
gente consiga sair dessas caixas que nos colocam e poder viver fora
dela, sem padrões moral, social, ideológico enfim fora dos padrões da
normalidade que para nós não serve de nada.

É ILEGAL SER NORMAL

GABRIELA LEITE VIVERÁ PARA SEMPRE ENTRE NÓS!

www.atms.org.br

À Gabriela

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Gabriela Leite inaugurou um modo de ser e fazer política. Todos que a conheceram se lembram da primeira vez que a viram e ouviram. Pois Gabriela era assim: magnética, inesquecível, carismática, charmosa, elegante, cheirosa, marcante, libertária, destemida, ousada, estilosa, amiga, generosa, combativa, alegre, guerreira, presente, ímpar, parceira, conselheira, persistente, inspiradora… era uma musa! Era uma mulher! Era uma puta! Era uma puta mulher! Pura vida! Da vida!

Ao cair da tarde do dia 10 de outubro de 2013, Gabriela partiu deixando com a gente a enorme responsabilidade de prosseguir com tudo o que ela nos ensinou com palavras, gestos e atitudes. Amanhã quem quiser prestar homenagem a Gabriela, o velório será às 8 horas no Cemitério do Catumbi, Capela i. A cerimônia será às 8:30 e o sepultamento, às 9:30.

Deixamos, aqui, a Gabi falar por ela mesma:


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O que você precisa saber sobre a Gabriela?

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Aqui, Gabriela mesma fala sobre o que ela acha importante as pessoas saberem sobre ela para entender o documentário. Entrevista feita pela diretora do filme em abril do 2013 para as extras do DVD:


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Discussão sobre prostituição ganha espaços importantes no Congresso Nacional e Subsecretaria de Políticas das Mulheres no Rio de Janeiro

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Na sexta-feira, dia 13, passada, houve dois ganhos importantes para os debates sobre a regulamentação da prostituição: o anúncio da criação de uma comissão especial para analisar  projeto de lei Gabriela Leite do Deputado Federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) e  a realização de um debate sobre prostituição e políticas públicas na Subsecretaria de Políticas para as Mulheres no Rio de Janeiro, com a presença do Deputado Jean Wyllys, da ativista e pesquisadora Sonia Corrêa da ABIA/Observatório de Políticas de Sexualidade,  da Subsecretária Adriana Mota, e videos de Gabriela Leite (incluídos como extras no DVD do documentário) nos quais ela comenta sobre a historia do movimento e política e prostituição no Brasil hoje.

Debate SPM

 

O debate enfocou no projeto de lei Gabriela Leite. Jean Wyllys estava bastante positivo frente a mudança de cenário de tramitação do lei pois tirou o projeto das mãos dos pastores na comissão de Direitos Humanos. A decisão foi resultado de um requerimento feito pela CPI do Trafico ao Presidente da Câmara para a criação de uma comissão especial. O Deputado comentou que tanto a CPI do Tráfico como a CPI da Exploração Sexual, ambas das quais ele participa, apoiam a regulamentação da prostituição como uma forma de combater o tráfico e exploração sexual de crianças e adolescentes.

O debate sobre a prostituição no âmbito do feminismo sempre tem sido um tema polêmico (veja nosso post sobre um debate com Gabriela, Jean, Sonia e outr@s na OAB o ano passado) e infelizmente, raramente debatido nos espaços governamentais de políticas das mulheres. Portanto, o fato do debate ter acontecido de uma forma aberta, tranquila e respeitosa dentro da Subsecretaria é um  avanço não somente para a lei Gabriela Leite, mas também no debate sobre o desenvolvimento de políticas publicas que promovem os direitos sexuais e laborais das prostitutas.

Aproveitamos a oportunidade para lançar mais um video da entrevista feita com a Gabriela Leite incluída no DVD do documentario onde ela comenta sobre a lei nomeada em sua honra:


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E um video do Jean Wyllys explicando a lei:


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Campanhas de Protesto Feitas por Prostitutas Felizes

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cartaz-apps sou feliz

GEMPAC protest campaign

Beijo da Rua anuncia: Prostitutas exigem que Ministério da Saúde tire campanha do ar

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[Publicado originalmente no jornal Beijo da rua (www.beijodarua.com.br), da ONG Davida.]

Participantes de oficina de criação criticam “radical mudança” na ação em notificação extrajudicial ao ministro

11/6/2013

Prostitutas que participaram da elaboração da campanha de prevenção de Aids lançada, vetada e depois modificada pelo governo federal enviam notificação extrajudicial ao Ministério da Saúde, nesta quarta-feira, revogando a autorização de uso de imagem e exigindo a imediata suspensão das peças em que aparecem.

Elas alegam “radical mudança” na campanha original, que deixou de privilegiar “o enfrentamento do estigma e preconceitos como estratégia de prevenção às DST e Aids” para focar-se apenas no incentivo ao uso da camisinha, tornando-se “higienizada e descontextualizada”

“A proposta era reafirmar o entendimento, já consolidado técnica e politicamente, de que, para além das questões e informações biomédicas, o gozo de direitos básicos, autoestima e cidadania constitui condição imprescindível para a promoção da saúde, especialmente em grupos considerados sob maior vulnerabilidade social em razão do estigma, preconceito e discriminação social”, diz a notificação, elaborada pelo assessor jurídico da Rede Brasileira de Prostitutas, Roberto Chateaubriand Domingues.

O governo retirou do ar peças que tratam de felicidade (“sou feliz sendo prostituta”, por Nilce Machado), de cidadania (“o sonho maior é que a sociedade nos veja como cidadãs, com Nanci Feijó) e da luta contra a violência (“não aceitar as pessoas da forma que elas são é uma violência”, de Jesus), deixando apenas as que associam prevenção com camisinha.

Batalha “Passei uma semana sem batalhar, para poder participar dessa oficina, pensando em construir algo novo que contribuísse para todas nós, e hoje me envergonho com o resultado”, desabafa Maria Luzanira da Silva, uma das signatárias da notificação.

Coordenadora geral da Associação de Prostitutas da Paraíba (Apros-PB), de João Pessoa, onde foi realizado em março o evento de criação da campanha, Luzarina faz questão de afirmar: “Sou uma puta cidadã e tenho o direito de expressar meus sentimentos. Sou feliz sendo prostituta”.

Aparecida Viera, da Associação de Prostitutas de Minas Gerais (Aprosmig), conta que autorizou a campanha “com as colegas de trabalho que estavam na oficina” e não o uso de imagens escolhidas “em leilão”. E decreta: “Quero a retirada da minha foto dessa campanha preconceituosa”.

Ativista da associação maranhense de prostitutas (Aprosma), Jesus considera que “as prostitutas não têm motivo para ter vergonha de nada, pois estamos mostrando a nossa cara”, e que os representantes do governo é que deveriam “ter vergonha” com a mudança da campanha. “Já sabemos comer com nossas mãos. Este povo quer brincar conosco, vamos dar para eles nossas respostas”, disse.

Outra participante da oficina, Nanci Feijó acha que, além de “tirar do ar esta campanha que o ministério relançou”, as prostitutas não deveriam sequer voltar a atuar em parceira com o governo. Ainda “muito revoltada”, a militante da Associação Pernambucana de Profissionais do Sexo (APPS) já fez circular nas redes sociais uma peça em que aparece ao lado da frase que se tornou sucesso nacional: “Sou feliz sendo prostituta”.

A autora da frase também faz questão de enviar a notificação exigindo que não seja utilizada qualquer imagem que tenha sido produzida durante a oficina. Nilce Machado, presidente do Núcleo de Estudos da Prostituição, o NEP de Porto Alegre, lembra que os vídeos da campanha (também censurados) foram exibidos em praça pública, ao final da oficina em João Pessoa, e “muito bem aceitos” por integrantes do governo municipal. “Como posso fazer campanha de prevenção sem falar na profissão?”, questiona.

Sobre a frase que escancarou a traição do governo a princípios da saúde pública, em troca de uma infeliz ambição eleitoreira, ela confirma quantas vezes for necessário: “Sou, sim, uma prostituta feliz e nem esse governo vai tirar a minha felicidade”.

Gabriela Leite, fundadora do movimento de prostitutas no Brasil nos anos 1980, está “orgulhosa das colegas que se indignaram com essa violenta intervenção do governo na campanha”. Para ela, essas reações “são também fruto de 30 anos de militância”.

Nota da Rede Brasileira de Prostitutas, em 7 de junho de 2013, sobre censura, intervenção e alteração de campanha de prevenção de Aids pelo governo federal

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Contra o bem de todos e a felicidade geral da nação, governo viola princípios da Constituição e do Sistema Único de Saúde

O movimento de prostitutas e a reforma sanitária, que levou à construção do Sistema Único de Saúde, têm pontos comuns em suas trajetórias: processos de diálogo, de criação e de ação. Se a Saúde tornou-se dever do Estado e direito de todos – orientada pelos princípios da universalidade, igualdade (sem preconceitos ou privilégios de qualquer espécie), integralidade, descentralização e participação da comunidade –, o movimento de prostitutas nasceu denunciando a desigualdade, o preconceito e a discriminação, e afirmando o direito ao trabalho com dignidade, respeito e cidadania.

Passados 30 anos, ao vetar e depois alterar drasticamente uma campanha de prevenção de Aids supostamente construída em parceria com as prostitutas,  o governo usa esse grupo social para afirmar o que deseja, ignora conquistas do movimento social e viola diversos princípios democráticos e do SUS.

Em primeiro lugar, o da participação da comunidade. A oficina destinada a criar a campanha, promovida em março pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, resultou em peças que destacavam como elementos fundamentais na prevenção a felicidade (“sou feliz sendo prostituta”), a cidadania (“o sonho maior é que a sociedade nos veja como cidadãs), a luta contra a violência (“não aceitar as pessoas da forma que elas são é uma violência”) e a camisinha. O que fez o governo? Ignorou todos aqueles elementos que comprovadamente contribuem para a prevenção, limitando-se a incentivar imperativamente o uso da camisinha, como se fosse um gesto puramente objetivo e mecânico, dissociado de subjetividades, direitos e vulnerabilidades. É a higienização da vida.

Em segundo lugar, ao selecionar apenas determinada mensagem entre as construídas na oficina, recusa o princípio da igualdade, por negar às prostitutas o direito de expressar seus sonhos e ideais, de cidadania, afirmação de identidade e visibilidade social, deixando de reconhecê-las como cidadãs e usuárias do SUS.

Ações de prevenção e promoção da saúde fundadas em diretrizes de cidadania, deve-se destacar, também fazem parte de outro princípio da Saúde violado, o da integralidade.

Ainda mais, com essa forma de agir, o governo se coloca na arrogante posição de só permitir às prostitutas aparecer como vítimas ou vetores, portanto, sujeito sem voz, que só tem o direito de ser resgatado pelo Estado provedor do único elemento (“pegue a sua camisinha na unidade de saúde”) que irá salvá-las da Aids.

A atitude do governo também revela a tentativa de alimentar a estrutura moral da família a qualquer custo, numa covarde cumplicidade com um discurso que relega prostitutas e outros segmentos “inconvenientes” à margem de um modelo de sociedade.

Ao se pronunciar logo de início contra o texto “Sou feliz sendo prostituta”, demonstra também a arrogância de não acreditar que uma prostituta pode ser feliz e o medo de que nós expressemos um desejo de felicidade que vai contra esse modelo.

E o desejo dos políticos? Que arranjos estão por trás dessa movimentação? Existe aí um projeto de felicidade? Por que só eles podem ser felizes? Qual o preço a ser pago pelas prostitutas? Nossos corpos, desejos e vidas é que estão pagando o preço de acordos políticos e negociações partidárias, o custo da prática da censura e do encerramento do diálogo.

Aqui ficaremos, sim, felizes com nossa profissão. Acreditando que não devemos conviver com a violência e a discriminação e que temos de ser respeitadas por nossas escolhas cidadãs. E insistindo que o governo assuma, com coragem, a construção de políticas baseadas nos princípios constitucionais para toda a população, independentemente de orientação sexual, identidade de gênero ou profissão.

fonte: Beijo da Rua

[Baixe uma copia da nota para divulgar em português , em  inglês espanhol.] 

 

Notas de repudio escritas por ONGs de prostitutas sobre a censura da campanha, “Sem Vergonha de Usar Camisinha”

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Nota de Repudio da Associação Pernambucana das Profissionais do Sexo – APPS

[enviado no dia 5 de junho 2013]

A Associação Pernambucana das Profissionais do Sexo – APPS, fundada em 17 de outubro 2002, vem expressar publicamente seu repúdio e indignação à atitude abusiva e politicamente retrógrada do ministério da saúde, quando este retirou do ar a campanha publicitária com as prostitutas do Brasil que participaram de oficinas de saúde executadas por este mesmo ministério no mês de março do ano corrente.

O mote que resvalou na atitude abusiva e contra a qual nos posicionamos, foi à valorização da prostituição como trabalho, aspecto que se constitui hoje como uma das principais lutas do movimento para reduzir o estigma contra nós, prostitutas, e inclusive fundamental para diminuir nossa vulnerabilidade em relação à infecção pelo HIV e outras DSTs. Mais uma vez, o que era para ser uma conquista de direitos humanos passa a ser uma violação dos direitos humanos: a suspensão do direito de afirmar a prostituição como um trabalho digno e feliz. Somos solidárias a todos/as os/as respeitáveis profissionais do ministério da saúde que acreditaram em nossa luta e entenderam a importância política de nossa valorização, e que foram arbitrariamente demitidos/as, bem como àqueles/as que pediram demissão do Departamento Nacional DST/HIV/AIDS.

Atenciosamente, Coordenação Colegiada da APPS e Nanci Feijó – Vanderliza Rezende- Maria das Graças

Cartaz feito pela APPS, Fórum LGBT de Pernambuco, Instituto PAPAI, Centro das Mulheres do Cabo e dos Núcleos de Pesquisa do Departamento de Psicologia da UFPE (Gema, LabEshu e Gepcol) em protesto `a decisão do governo brasileiro de censurar e alterar a campanha. Leia a nota divulgada junto com o cartaz aqui.

cartaz-apps sou feliz

Nota de Repudio do Núcleo de Estúdos da Prostituição em Porto Alegre, Rio Grande do Sul

[enviado 5 de junho, 2013]

O Núcleo de Estúdos da prostituição, conhecido como NEP, membro da Rede Brasileira de Prostitutas, fundado em 1989, é referencia no trabalho com profissionais do sexo em todo o estado do Rio Grande do Sul. Enquanto movimento organizado de prostitutas sentimos vergonha desta atitude retrógada, preconceituosa, discriminatória e desrespeitosa por parte do Sr ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para com as PROSTITUTAS DA BRASIL. Os valores centrais da Rede Brasileira De Prostitutas são assumir a identidade profissional, buscar o reconhecimento da atividade de prostituta, manter o movimento social de prostitutas organizado, igualdade social, liberdade de expressão, dignidade, solidariedade e respeito as diferenças.
Assim sendo, O NEP apresenta sua NOTA DE REPÚDIO ao ato do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que vetou a peça da campanha voltada às prostitutas, que diz: “Eu sou feliz sendo prostituta”.

Esse veto representa um retrocesso nas ações desenvolvidas com as prostitutas e um desrespeito a produção realizada na oficina de comunicação e saúde para profissionais do sexo, promovida pelo próprio Ministério da Saúde. Acreditamos que os movimentos sociais, que mais se comprometeram no combate à epidemia no Brasil, tem o direito de defenderem o fim do preconceito e de dizer simplesmente QUE SÃO FELIZES, O veto do ministro da saúde a esta campanha é uma VERGONHA.

NOTA DE REPÚDIO – Aprosmig (Associação de Prostitutas de Minas Gerais)

08/06/2013

Eu, Cida Vieira, assim como toda equipe da Aprosmig (Associação de Prostitutas de Minas Gerais), fundada em 2009, venho expressar publicamente meu repúdio quando o ministério da saúde retirou do ar a campanha publicitária com as prostitutas do Brasil que participaram de oficinas de saúde executadas por este mesmo ministério no mês de março de 2013.

A minha intenção ao participar dessa campanha, assim como das outras prostitutas, era visar à valorização da prostituição como trabalho. Sendo assim, não autorizo que o ministério da saúde utilize a minha imagem para outra campanha que não tenha o mesmo objetivo! Isso é uma atitude abusiva e politicamente incorreta.
AMO SER PROSTITUTA E LUTO TODOS OS DIAS PARA QUE MINHA PROFISSÃO SEJA RECONHECIDA E NÃO MAIS ESTIGMATIZADA PELA SOCIEDADE E PELO MINISTÉRIO DA SAÚDE!

Atenciosamente,

Cida Vieira.
Presidente da Associação de Prostitutas de Minas Gerais

 Gempac- Nota de repúdio à CENSURA da campanha “Sou feliz sendo prostituta”, do Ministério da Saúde

Diante do ocorrido na última quarta-feira, 5 de junho, quando o Ministério da Saúde tirou do ar uma campanha virtual de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis dirigida a prostitutas. O banner que motivou a censura continha a imagem de uma profissional do sexo acompanhada do texto “Sou feliz sendo prostituta”. O conceito da propaganda – que foi construído após diálogo com a classe – incomodou frentes conservadores do Governo, que exigiram o fim da veiculação. O pedido foi acatado e, ainda por cima, resultou na demissão do diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Dirceu Greco.
Em tempos de luta pelo fim dos estigmas e, principalmente, pela valorização e reconhecimento da profissão, a Associação de Prostitutas do Estado do Pará (Gempac) se une ao coro de indignação que ecoa dentro da Rede Brasileira de Prostitutas. Há décadas trabalhadoras do sexo e ativistas lutam de forma organizada pela legalização do ofício e pelo fim do julgamento moral sobre a utilização do corpo, para que enfim a sociedade em geral compreenda que a prostituição é um trabalho – condição que só será plenamente alcançada quando o a legislação e outras ferramentas do Estado garantirem os direitos básicos à esta classe.Deveria ser óbvio afirmar em uma nação democrática que estas profissionais existem,são cidadãs brasileiras e não podem ficar a margem dos seus direitos.
Sendo assim, a censura nos soa como retrocesso. Ao invés de tocar com coerência em assuntos polêmicos, porém relevantes, o Governo prefere se eximir do enfrentamento, numa postura claramente conservadora e omissa. Como parcela historicamente reprimida e marginalizada da sociedade, mas que está a mais de 20 anos organizada e tem realizado importantes ações,nos preocupa e entristece o posicionamento de representantes políticos deste País. A presidente Dilma, o ministro Alexandre Padilha e os demais políticos que representam esta atual gestão do Estado deveriam fortalecer nossa luta, que emana apenas para uma direção: a busca pelos direitos e o fim do preconceito.
E como somos um exército em uma guerra injusta, lutaremos com o que temos. Em contrapartida à este ato de censura, o Gempac lança uma nova campanha. Convidamos profissionais em suas áreas de atuação para reproduzirem a mesma imagem que foi censurada, numa tentativa de mostrar que homens e mulheres são iguais em todas as profissões. E que todos cotidianamente lutam para nela serem felizes. Porque deveria ser diferente com as prostitutas!

Sem Vergonha de Compartilhar a Campanha Censurada pelo Ministro

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As peças que você vê aqui são da campanha ‘Sem vergonha de usar camisinha’, lançada e logo após censurada e tirada do ar pelo Ministério da Saúde do Brasil. A maior parte delas foi elaborada em oficina de comunicação e saúde promovida pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais com prostitutas de diversos estados, em março. A peça com o texto “Eu sou feliz sendo prostituta” e a imagem da prostituta Nilce, de Porto Alegre, foi o mote do governo Dilma para iniciar um escândalo político de consequências imprevisíveis.

Primeiro, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, mandou tirar essa peça do ar – ou seja, do site do Departamento de AIDS – e ameaçou demitir a equipe de comunicação do órgão. Depois, demitiu o próprio diretor, Dirceu Greco, e censurou todas as outras peças da campanha.

Aqui, porém, você vê tudo o que o governo Dilma tem medo de mostrar, por causa de alianças com fundamentalistas. E pode celebrar conosco esse histórico Dia Internacional das Prostitutas, lembrando que liberdade e felicidade são, sim, parceiras da prevenção em saúde. E que censura, estigma e discriminação são os piores adversários.

 

 

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