um beijo para gabriela

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Hoje é o Dia da Puta!

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Hoje, o dia 02 de junho é o Dia Internacional da Prostituta!  O dia comemora o 2 de junho de 1975 quando 150 prostitutas ocuparam a igreja de Saint-Nizier, em Lyon, na França. Elas protestavam contra multas e detenções feitas em nome de uma “guerra contra o rufianismo”.  Ao ter a coragem de romper o silêncio e denunciar o preconceito, a discriminação e as arbitrariedades, as prostitutas de Lyon entraram para a história. Por isso, o 2 de junho foi declarado, pelo movimento organizado, como o Dia Internacional da Prostituta. Leia sobre a história do dia aqui e como o Grupo de Mulheres Prostitutas do Pará (GEMPAC) marcou o dia com intervenções culturais e políticas incríveis no PUTA DEI em Belém de Para.

Para comemorar o dia, estamos lançando aqui uma série de entrevistas com Gabriela Leite feitas em 2013 para os extras do DVD do documentário. Primeiro Gabriela fala sobre a história do movimento de prostitutas, seu começo junto com a Lourdes Barreto do GEMPAC.  No segundo video, Gabriela fala sobre os desafios e temas de importância para o avanço dos direitos das prostitutas hoje no Brasil.  Fechamos  com sugestões da Gabriela sobre como as pessoas podem apoiar o movimento. Desfrute, compartilhe e participe!


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História do Dia Internacional da Prostituta

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No dia 2 de junho de 1975, 150 prostitutas ocuparam a igreja de Saint-Nizier, em Lyon, na França. Elas protestavam contra multas e detenções, em nome de uma “guerra contra o rufianismo”, e até contra assassinatos de colegas que sequer eram investigados. Além disso, maridos e filhos de prostitutas eram processados como rufiões, por se beneficiarem dos rendimentos das mulheres. Tabernas deixaram de alugar quartos para as trabalhadoras do sexo, com medo da repressão policial. A diretoria da igreja e a população de Lyon apoiaram a manifestação e deram proteção a elas.
A ocupação da igreja foi transmitida por todos os meios de comunicação, no país e no exterior, inclusive no Brasil. As mulheres exigiam que o seu trabalho fosse considerado “tão útil à França como outro qualquer”. Outras 200 prostitutas percorreram as ruas de carro distribuindo filipetas, com denúncias de que eram “vítimas de perseguição policial”, o que as impedia de trabalhar. Uma carta foi enviada ao presidente Giscard d’Estaing.
O movimento se ampliou para outras cidades francesas, como Marselha, Montpellier, Grenoble e Paris, onde colegas também entraram em greve.
No dia 10 de junho, às 5 horas de manhã, as mulheres na igreja de Saint-Nizier foram brutalmente expulsas pela polícia.
Ao ter a coragem de romper o silêncio e denunciar o preconceito, a discriminação e as arbitrariedades, chamando a atenção para a situação em que viviam, as prostitutas de Lyon entraram para a história. Por isso, o 2 de junho foi declarado, pelo movimento organizado, como o Dia Internacional da Prostituta.

NOSSO PRIMEIRO BESO: UM BEIJO PARA GABRIELA EM ARGENTINA AMANHA!

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O filme foi seleccionado para o Festival Internacional de Cine por La Equidad de Genero en Buenos Aires e sera exhibido amanha, sábado, dia 11/05, as 17h! O filme faz parte de la Competición Oficial do festival.

Amanha é primera a vez que o filme sera mostrada em America Latina fora do Brasil. Que emoción!

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PARABENS GABRIELA!

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Hoje, o 22 de abril é o aniversario da Gabriela Leite!

Como presente, mandamos todos os beijos enviados pelas plateias de Nova Iorque e a estreia em Kansas!


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ESTREIAS DE UM BEIJO PARA GABRIELA NOS ESTADOS UNIDOS EM ABRIL!

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Estamos muito felizes de poder divulgar as estreias de UM BEIJO PARA GABRIELA  nos EUA este mes. Confere os dias, horarios e locais dos diversos eventos programados para abril este:

Estreias em festivais! 

Kansas City FilmFest 10, 11, e 13 de abril em Kansas City, Missouri. Clic aqui para horarios e ingressos!

Arizona International Film Festival, 24 de abril em Tuscon, Arizona. Clic aqui para horarios e ingressos!

Premiere em Nova Iorque no evento  “A Kiss for Sex Workers Rights” no Uniondocs em Brooklyn, NYC, 20 de abril as 19:00h.

Eventos em universidades de Nova Iorque durante a semana do 15-20 de abril

segunda-feira, 15/04:  The New School for Social Research, Apoiado pelo Global Studies Program
endereço: Hirshon Suite, 55 W. 13th St.,
2nd Floor
hora: 6:30 PM
filme e discussão com Laura Murray (Directora), Flavio Lenz (Davida), Mariana Assis (New School) and Kate D’Adamo (SWOP/SWANK – NYC)

terça -feira, 16/04 –  Queens College, Apoaido pelo QC Latin American & Latino Studies Program
endereço: Powdermaker 114
horario: 12- 1:30 PM
filme e discussão com Laura e Flavio

terça, 16/04: International Law Society and International Women’s Human Rights – City University of New York
horario: 4-5:30 PM
local: Cuny Law, Rm 3/301
filme e discussão com Laura e Flavio e Penelope Saunders (SWOP/SWANK)

quarta-feira, 04/17: Princeton University, apoiado pelos departamentos de Comparative Literature e Spanish and Portuguese
local: Princeton Art Museum, McCormick 106
horario: 7pm
filme e discussão com Laura e Flavio

quinta-feira, 18/04: Columbia University, Apoiado pelo Institute for Research on Women, Gender, and
Sexuality,  Columbia University’s Sexuality, Gender, Health, e Human Rights University Seminar; o Department of Sociomedical Sciences’ Pre-doctoral Training Program in Gender,
Sexuality, and Health; e o Barnard Center for Research on Women.
endereço: 504 Diana Center, Barnard College.
horario: 6:00 pm- 7:30PM
filme e discussão com Laura, Flavio, Carole Vance, PhD. (Columbia University), Penelope Saunders, PhD. (SWOP/SWANK)

Estreia em Argentina em maio!

Mujeres en Foco Festival Internacional de Cine por la Equidade de Genero, 5-11 de maio, Buenos Aires, Argentina

E-mail enviado à Direção do Departamento Nacional de DST/AIDS e Hepatites Virais

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Algumas poucas considerações sobre Prostituição, Aids e Vida

Hoje (30.10.2012) assisti pela internet a reunião ampliada do Departamento de Aids e Hepatites Virais. Avisei as minhas companheiras da Rede Brasileira de Prostitutas da importância em participar da reunião e colocar algumas das nossas posições. Maria de Lourdes Barreto foi brilhante nas duas colocações que fez e reflete com todas as letras o que pensamos a respeito da atual resposta brasileira.

Fico triste, e a reunião confirmou minha tristeza que desde o congresso de prevenção me acompanha, porque sinto um retrocesso imenso a tal ponto que ninguém mais sequer mede as palavras para falar em “grupo de risco”. Agora nem o politicamente correto (que não gosto) nos salva: a equação puta=grupo de risco é um fato para os técnicos epidemiologistas de plantão.

Mas paro aqui de chorar as mágoas e de ter saudades dos tempos modernos que vivemos nos anos 1990 quando, de fato, construímos uma resposta brasileira. Quero colocar 3 questões sobre prostituição e aids.

1) Pesquisa RDS

Acompanhei a pesquisa desde sua elaboração até a apresentação final. Eu e Roberto Chateubriand funcionamos como uma espécie de consultores do movimento de prostitutas. Sempre falei e repeti para a Célia Landmann e sua equipe que nossa amostra, apesar de contemplar 10 cidades não era assim tão representativa já que somente iria trabalhar com um certo grupo de prostitutas: as prostitutas do baixo meretrício e muitas vezes de zonas confinadas. Ora, a indústria do sexo é de uma grande complexidade. Convive-se com a alta, média e baixa prostituição. Convive-se com boates, saunas, prédios inteiros com apartamentos com várias especializações (sado-masoquismo, fantasias sexuais várias, etc.). Convive-se com sites na internet e inclusive dizem alguns estudos que a indústria do sexo é hoje a terceira fonte de recursos da internet.
A indústria do sexo é grande, complexa e diferenciada. O problema é uma antiga lenda criada pela igreja católica e reafirmada pelas feministas: prostitutas são mulheres pobres que por falta de oportunidades e para poder criar seus filhinhos “caíram” na prostituição. Para referendar essa pretensa verdade todos os que vão trabalhar com a prostituição, procuram as prostitutas do baixo meretrício. Além de ser uma população bastante fácil de ser acessada (ao contrário do que se fala), seu depoimento, respostas e perfil econômico/cultural/social são exatamente aquilo que os pesquisadores querem ouvir. Muito recentemente, alguns pesquisadores jovens antropólogos vem se aventurando no universo de uma prostituição que eu diria mais estruturada. Dois trabalhos muito interessantes foram apresentados no último congresso da ABA (Associação Brasileira de Antropologia).
Os 4,9% de prevalência (Gerson Pereira errou quando disse hoje 5,9%) diz respeito a um subgrupo da prostituição. Não representa a complexidade da prostituição e neste sentido faço a pergunta: que olhar é esse que só vê um certo subgrupo de mulheres prostitutas?

2) Educação pelos pares

A primeira vez que fui a uma reunião no antigo Programa de Aids foi em 1989. Dra. Lair Guerra de Macedo era a diretora do Programa e ali começamos a pensar o desenvolvimento de um projeto a partir da educação pelos pares. Eu já tinha lido a respeito e, a época, simpatizei com a metodologia. Daí surgiu o projeto Previna e começamos em áreas de prostituição de todo país a desenvolver a metodologia da educação pelos pares.

O que me espanta é que até hoje, passados tantos anos, não tivemos nenhuma avaliação sobre a eficácia ou não de tal metodologia. Estudos e estudos foram realizados em outros países. Aqui, em terras brasilis, nada! Pode ser que para algumas populações a metodologia seja eficaz, pode ser que para outras seja ineficaz. Tudo depende da cultura específica, da existência ou não de estigma, de classe social, etc., etc., Todo caso, não sabemos de nada. Me parece que a educação pelos pares é um dogma que jamais poderá ser mexido.

3) Consulta nacional e consulta latino-americana sobre prostituição.

No decorrer desses anos foram realizadas duas amplas consultas, ambas por iniciativa do Departamento de Aids brasileiro ( à época Programa de DST/AIDS). Uma em Lima, Peru e a brasileira em Brasília. As duas foram altamente representativas com a presença de mulheres prostitutas, travestis que trabalham na prostituição e michês. Na brasileira estavam presentes a Rede Brasileira de prostitutas (que pertenço) de orientação trabalhista e da livre expressão sexual e a Federação de Mulheres Prostituídas de orientação abolicionista. Travestis que defendiam o trabalho sexual e travestis que deploravam o trabalho sexual. Como podem ver ampla representatividade de onde saíram recomendações (mais de 50) que privilegiavam direitos humanos, cidadania, trabalho, profissionalização em outras áreas, etc. Todos (convergentes e divergentes) concordaram naquela consulta que as questões ditas transversais eram fundamentais para a prevenção das DST/AIDS.

Relatório das consultas com as recomendações: provavelmente esquecidas em alguma gaveta ou arquivo do Departamento. Com toda certeza totalmente esquecidas. Gastou-se dinheiro e tempo. O caminho da complexidade da prostituição e aids é longo. Nós, ativistas, da Rede Brasileira de Prostitutas e do Movimento Aids trabalhamos e nos esforçamos para hoje, passados tantos anos ser o que sempre fomos para a epidemiologia: grupo de risco. Nada mais!

Diante do exposto, proponho uma grande reunião somente para estruturar um amplo planejamento de avaliação e ação no campo da prostituição. Apesar de estar tratando de um câncer, me sinto forte o suficiente para contribuir nesse processo.

Termino essa nota agradecendo ao Instituto Nacional do Câncer e aos seus profissionais que cuidam de mim e de tantas outras pessoas e que mostra com todas as letras que o ótimo funcionamento do SUS é possível desde que exista vontade política e gestão eficiente. Me sinto orgulhosa e plena cidadã em cada consulta que compareço nesse Centro de Excelência.
Gabriela Leite

Pensamentos

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Estou aqui na frente do computador pensando sobre o turismo sexual e a minha imensa raiva. Por que a raiva se já conheço os meandros do assunto e aonde vai chegar? Por que as questões de turismo sexual, tráfico e exploração sexual me colocam tão triste?

Sozinha aqui em casa pensei muito e tenho algumas poucas respostas e encontrarei outras, tenho certeza.

Desde que comecei na minha militância sempre percebi que aparecem agendas de fora para dentro e mesmo que não se queira participar de ditas agendas, mesmo que não se acredite na visão que vem de fora, lá vamos nós. Deixamos de lado o que estávamos fazendo e vamos cumprir a agenda que não estávamos afim.

Tráfico de seres humanos, exploração sexual, turismo sexual são típicos exemplos de agendas que são fabricadas e para que possam se tornar verdades sempre estão envoltas em muitas mentiras sociais.

Muitas vezes deixei de lado tudo que estava fazendo para assumir outras tarefas, muitas vezes exigidas por financiadores e afins. Sempre pensei em inovar na forma de fazer política. Sempre pensei em uma militância leve, com ironia. Denunciando sim, mas com alegria. Resultado deste pensamentos foram os encontros nacionais mais informais, reuniões em bares, serestas entre tantas e tantas invenções minhas e de colegas. Chegamos finalmente a Daspu que foi a invenção maior dessa forma de fazer política. Só que também sempre foi muito difícil levar adiante essas idéias alegres porque a maioria das pessoas, criadas politicamente dentro de uma retórica e de uma forma de fazer política com passeatas, reuniões com questões de ordem, discursos em defesa da democracia mas atitudes nem sempre democráticas, etc., etc., sempre estranharam e não entenderam que o que fazíamos era e é política.

Aqui pensando chego a conclusão que toda a minha tristeza e depressão na assembléia de 2010 era afinal um imenso cansaço e a percepção indefinida do que hoje está claro para mim. Na assembléia que fizemos agora da Davida, como eu disse logo no início, estava feliz. Feliz porque, também agora sei, tomei a decisão de fazer o que quero e tenho vontade na continuidade da minha militância. Estou feliz porque decidi repaginar a Daspu e começar a trabalhar pela ordenação de toda a nossa documentação, além de escrever nesse blog sobre direitos sexuais, novelas, prostituição, comida, sexualidade, cidades, etc.., e além disso, continuar a fazer crochê.

Olhando para trás também percebo que chegamos aonde chegamos com o movimento graças a essa outra forma de fazer politica e que sempre há uma regressão quando fazemos politica da forma tradicional.

É isso! Queria compartilhar minhas raivas e constatações de alegrias com vocês.

Estréia Festival Femina

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Papos da Gabi

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Papos da Gabi pretende ser um espaço compromissado/descompromissado com os assuntos e questões do dia-a-dia sem amarras politicamente corretas. Tanto o último penteado da Presidente Dilma, como as peripécias da Carminha na novela das nove e, claro, questões sobre a prostituição no Brasil e no mundo serão objetos dos meus papos.
Me aguardem a partir do dia 1 de setembro…

Beijos a todo mundo!!!!

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